quinta-feira, 26 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Pampulha
Sexta feira, dia 20 de agosto, fomos à Pampulha com o intuito de conhecer parte da obra do nosso starchitect Oscar Niemeyer. As duas obras analisadas foram:
Museu de Arte da Pampulha

O prédio já chama a atenção dos visitantes desde o início, pois foi construído sobre um aclive artificial, às margens da lagoa da Pampulha, o que aumenta a imponência do lugar e, além disso, a sua arquitetura moderna (identificável pelo vão livre, tomado por vidraças, e pela cor exterior mais neutra) o diferencia das construções dos arredores. Essa imponência inicial, embora seja "coerente" (o prédio foi construído inicialmente com a intenção de funcionar como um local de encontro da elite econômica belorizontina), hoje em dia só faz aumentar a distância entre pessoas comuns e a arte contemporânea. Esse efeito, porém, é um pouco atenuado pela curiosidade que a sua arquitetura modernista causa.
Na entrada principal, a marquise mais extensa que o normal e as vidraças tornam os conceitos de público e privado mais flutuantes, pois vislumbrando com facilidade tanto o exterior quanto o interior do prédio se torna mais difícil afirmar com precisão se se está dentro (privado) ou fora (público). Essa osciliação de sentimentos é causada também pela escada exterior, protegida contra as adversidades climáticas por uma "parede" de vidro.
Para analisar o interior, é necessário destacar que inicialmente o prédio funcionou como um cassino, ou seja, um lugar de transgressão (do ponto de vista atual, dado que a jogatina foi proibida) e intensa socialização. Levando isso em consideração, é possível afirmar que Niemeyer foi extremamente feliz ao cobrir uma das paredes com espelhos (além de permitir que as pessoas vissem umas às outras, também cobria a área de serviços, separando-a do ambiente mais glamouroso do salão principal) e as rampas (que aumentavam ainda mais o alcance ocular) com alabastro. A escolha dos materias, juntamente com as curvas do prédio, também mostra como Niemeyer soube adotar algumas ideias do Modernismo sem perder a sua identidade brasileira, criando dessa forma um estilo único.
O cuidado de Niemeyer com o espaço encanta: materiais diferentes são usados para que a transição de ambientes seja intensamente experenciada; o uso de azulejos em um dos lados exteriores demonstra o seu apego à tradição; o banheiro feminino apresenta um espaço para que as mulheres possam conversar enquanto se maqueiam ou ajustam o penteado;
as curvas se convertem em retas abruptamente, causando surpresa; placas acolchoadas (ou que pelo menos passam essa impressão) no salão de teatro criam desenhos ao manipular a luz que entra pelas vidraças, além de contribuir acusticamente.
O jardim externo foi projetado por Burle Marx e, como uma pintura de van Gogh, distingue cores e texturas. O ambiente se tornou extremamente convidaditivo a partir de uma mistura caótica.
Há, entretanto, alguns pontos negativos que devem ser destacados: não houve preocupação em criar um espaço externo para os funcionários no projeto inicial (posteriormente, um banco teve que ser colocado num espaço vazio mais ou menos escondido entre o jardim e o prédio) e, além disso, não há muita polivalência, pois o prédio deixa a desejar como museu.
Casa do Baile

Na Casa do Baile há elementos que também são encontrados no Museu de Arte da Pampulha (Modernismo, curvas de Niemeyer, azulejos, jardim colorido de Burle Marx), mas neste caso eles se unem à lagoa (muito mais próxima) para criar um ambiente mais simples e aconchegante.
Vale destacar que Niemeyer usou um recurso inovador para esconder a área de serviços ao localizá-la entre dois círculos com centros diferentes.
Museu de Arte da Pampulha

O prédio já chama a atenção dos visitantes desde o início, pois foi construído sobre um aclive artificial, às margens da lagoa da Pampulha, o que aumenta a imponência do lugar e, além disso, a sua arquitetura moderna (identificável pelo vão livre, tomado por vidraças, e pela cor exterior mais neutra) o diferencia das construções dos arredores. Essa imponência inicial, embora seja "coerente" (o prédio foi construído inicialmente com a intenção de funcionar como um local de encontro da elite econômica belorizontina), hoje em dia só faz aumentar a distância entre pessoas comuns e a arte contemporânea. Esse efeito, porém, é um pouco atenuado pela curiosidade que a sua arquitetura modernista causa.
Na entrada principal, a marquise mais extensa que o normal e as vidraças tornam os conceitos de público e privado mais flutuantes, pois vislumbrando com facilidade tanto o exterior quanto o interior do prédio se torna mais difícil afirmar com precisão se se está dentro (privado) ou fora (público). Essa osciliação de sentimentos é causada também pela escada exterior, protegida contra as adversidades climáticas por uma "parede" de vidro.
Para analisar o interior, é necessário destacar que inicialmente o prédio funcionou como um cassino, ou seja, um lugar de transgressão (do ponto de vista atual, dado que a jogatina foi proibida) e intensa socialização. Levando isso em consideração, é possível afirmar que Niemeyer foi extremamente feliz ao cobrir uma das paredes com espelhos (além de permitir que as pessoas vissem umas às outras, também cobria a área de serviços, separando-a do ambiente mais glamouroso do salão principal) e as rampas (que aumentavam ainda mais o alcance ocular) com alabastro. A escolha dos materias, juntamente com as curvas do prédio, também mostra como Niemeyer soube adotar algumas ideias do Modernismo sem perder a sua identidade brasileira, criando dessa forma um estilo único.
O cuidado de Niemeyer com o espaço encanta: materiais diferentes são usados para que a transição de ambientes seja intensamente experenciada; o uso de azulejos em um dos lados exteriores demonstra o seu apego à tradição; o banheiro feminino apresenta um espaço para que as mulheres possam conversar enquanto se maqueiam ou ajustam o penteado;
as curvas se convertem em retas abruptamente, causando surpresa; placas acolchoadas (ou que pelo menos passam essa impressão) no salão de teatro criam desenhos ao manipular a luz que entra pelas vidraças, além de contribuir acusticamente.
O jardim externo foi projetado por Burle Marx e, como uma pintura de van Gogh, distingue cores e texturas. O ambiente se tornou extremamente convidaditivo a partir de uma mistura caótica.
Há, entretanto, alguns pontos negativos que devem ser destacados: não houve preocupação em criar um espaço externo para os funcionários no projeto inicial (posteriormente, um banco teve que ser colocado num espaço vazio mais ou menos escondido entre o jardim e o prédio) e, além disso, não há muita polivalência, pois o prédio deixa a desejar como museu.
Casa do Baile

Na Casa do Baile há elementos que também são encontrados no Museu de Arte da Pampulha (Modernismo, curvas de Niemeyer, azulejos, jardim colorido de Burle Marx), mas neste caso eles se unem à lagoa (muito mais próxima) para criar um ambiente mais simples e aconchegante.
Vale destacar que Niemeyer usou um recurso inovador para esconder a área de serviços ao localizá-la entre dois círculos com centros diferentes.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
"Conterrâneos velhos de guerra"

"Conterrâneos velhos de guerra" é um documentário de longa metragem concluído após a edição de setenta horas de material gravado em video, ao longo de vinte anos, que propõe uma nova perspectiva histórica a respeito da construção de Brasília. Dessa vez, a câmera não atua no sentido de potencializar o carisma de Juscelino Kubitschek e nem enaltecer a genialidade artística de Oscar Niemeyer: o protagonista é o trabalhador, possivelmente nordestino, que foi para Goiás apenas com a roupa do corpo e tendo como única bagagem o sonho de trabalhar na construção da nova capital e com isso conquistar a sua dignidade - o chamado candango.
O diretor Vladimir Carvalho constrói o longa de forma extremamente lírica (o que atenua um pouco a cientificidade do gênero, sem com isso agredir a sua credibilidade), usando poesia, planos abertos que chegam a ser épicos ao serem combinados com música clássica e depoimentos dramáticos dos próprios trabalhadores, mas em alguns momentos usa a ironia para denunciar o cinismo de pessoas que, na hierarquia social da construção de Brasília, ocupavam o topo e fingem ignorância ao serem indagados a respeito do regime de trabalho semi escravo ao qual os candangos eram submetidos. Em uma cena, por exemplo, reconhecemos essa ironia quando o diretor questiona um político, após focalizar um livro de história do Brasil, se este sabia que os trabalhadores enfrentavam jornadas diárias de até 16 horas diárias, recebendo como resposta o já conhecido "eu não sabia" (expressão que, aliás, ainda circula muito pela política brasileira).
O documentário, além de promover a reflexão a respeito da questão de como a história que conhecemos pode ser, na verdade, apenas uma versão omissa e reinvindicar uma pesquisa histórica que se concentre também na vida das pessoas comuns, nos seus feitos e visões (afinal, os grandes líderes tem a sua importância, mas não são os únicos que promovem mudanças), ainda discute a questão da divisão desigual do espaço no Brasil, sendo por isso ainda mais recomendável para estudantes de arquitetura.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Photoshop

O primeiro trabalho que nós, alunos do primeiro período de Arquitetura e Urbanismo, especificamente da disciplina Plástica e Expressão Gráfica e da disciplina Informática, tivemos que realizar foi a edição de uma fotografia de forma que captássemos a essência de um dos nossos colegas, escolhido aleatoriamente ou não.
O meu colega foi o Calvin.
Conversando com o Calvin, pude constatar que este tem como principal característica, à primeira vista, a sua personalidade mais introvertida. Desde então decidi que, ao representá-lo por meio de uma foto, usaria cores mais leves que remeteriam a esse detalhe.
Além desse traço, uma coisa me chamou a atenção: o seu olhar. Calvin, como os outros alunos devem ter percebido, tem um penetrante olhar azul. Como eu não conheço Calvin o suficiente para representá-lo artisticamente me baseando apenas na sua personalidade, decidi usar este atributo físico como ponto de partida. Assim, usando um artifício do Photoboot, destaquei um dos seus olhos.
Com o Photoshop, trabalhei as cores da foto, para criar um contraste entre o seu olhar e o fundo da foto. Aumentei o azul do seu olhar para destacá-lo ainda mais e, em relação ao fundo, primeiramente diminui o seu brilho, para que o observador fosse guiado primeiramente para o olho. Em seguida, pensei em trabalhar com um tom azul claro, mas usando essa tonalidade o olhar seria camuflado e, além disso, o tom azul traria um efeito de frieza que Calvin não apresenta - apesar da sua timidez, é uma pessoa receptiva. Resolvi, então, usar a cor rosa.
As faixas mais escuras do fundo são um efeito do aplicativo do Photoboot. Inicialmente pensei em clareá-las, mas, conversando com Calvin, descobri que um dos seus estilos musicais preferidos é o Metal, ou seja: é provável que, por trás da sua aparência inofensiva, se esconda alguém com personalidade forte. Dessa forma, descobri que as faixas representam bem essa dualidade pouco evidente da sua personalidade e decidi mantê-las.
É isso aí. :)
Primeira edição: 16 de Agosto

A ideia de representar o Calvin usando o seu atributo físico que mais se destaca e levando em consideração a sua personalidade para determinar as cores predominantes continua a mesma; o que mudou foi a representação gráfica: construí uma imagem que segue o rumo da conversa que tivemos no dia em que a proposta surgiu.
Ainda não está do jeito que eu gostaria que estivesse. Em breve, uma nova edição.
Segunda edição: 18 de Agosto

Mesma ideia, mas dessa vez usei alguns filtros do photoshop para tornar o primeiro mosaico visualmente mais interessante.
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