segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Design de Interações

Design Interations, RCA (Royal College of Art)



O Departamento de Design Interations (Design de Interações), da Royal College of Art, uma tradicional universidade britânica reconhecida mundialmente pela excelência de seus cursos de pós graduação nas áreas de artes e design, estuda design abordando não a já ultrapassada lógica de que o designer é um mero profissional que deve desenvolver um design que atenda à demanda de resolução de um problema proposta por um usuário ou um grupo de usuários, mas sim a nova lógica de que o designer deve ser responsável e visionário, analisando todos os possíveis impactos sociais, culturais e éticos dos seus projetos.

O curso ministrado pelo Departamento forma profissionais capazes de lidar principalmente com as tecnologias emergentes em eletrônica, computação e biologia, analisando-as criticamente e desenvolvendo designs que harmonizem e enriqueçam a relação entre essas novas tecnologias, cada vez mais essenciais no mundo moderno, e os indivíduos que delas usufruem. Em suma, os alunos são incentivados a propor alternativas para o estado quase letárgico em que as atuais tecnologias disponíveis no mercado para a maior parte da população deixam os usuários. Na verdade, o próprio termo "usuário" é abandonado logo no início, pois eles "prefer to think of both users and designers as, first and foremost, people" (preferem pensar em usuários e designers como, primeiramente e mais importante, pessoas).

Dentre os trabalhos disponibilizados no site (http://www.interaction.rca.ac.uk/), os que mais me chamaram a atenção foram:

Sensor Poetics, por Kjen Wilkens, apresenta um dispositivo que analisa o clima de uma determinada área, coletando e armazenando informações a respeito da luz, temperatura, umidade e qualidade do ar, que podem ser consultadas posteriormente, auxiliando fotos e videos a reproduzir de forma mais detalhada momentos importantes.



http://www.kjenwilkens.com/projects/sensor-poetics

Personal Crunchology, também de Kjen Wilkens, é a ideia de uma ferramenta que poderia ser usada para coletar informações pessoais de alguém na internet, traçar um perfil psicológico desse alguém e, a partir daí, fazer previsões para o futuro desse indivíduo tendo como base cálculos matemáticos e comparações realizadas pelo programa. Com essa ideia, Kjen faz um alerta à automatização a que podem ser submetidas as relações humanas estabelecidas em um mundo de muitos dados e pouca privacidade.



http://www.kjenwilkens.com/projects/personal-crunchology

SMELL++, de James Auger, é um projeto desenvolvido com o objetivo de chamar a atenção para a importância de retomar o olfato como um sentido importante para a nossa sobrevivência, pois pesquisas científicas recentes mostraram a importância da análise do odor na composição de diagnósticos mais precisos.



http://www.interaction.rca.ac.uk/james-auger/smell


Interaction Design Institute IVREA

Bom, o site está praticamente desativado, por isso apresento apenas videos encontrados no youtube.

http://www.youtube.com/watch?v=LvCrZNDC4BY

http://www.youtube.com/watch?v=5SUJMhDsaR0

IDEO


IDEO é uma consultora em design e inovação sediada em Palo Alto, na Califórnia.

Entrevista muito interessante e inspiradora de um brasileiro, formado em Design Industrial, que trabalha no IDEO:

http://karinedrumond.wordpress.com/2009/12/14/entrevista-com-fabricio-dore-designer-da-ideo-2/

Video sobre o futuro dos livros na visão dos designers da IDEO:

http://vimeo.com/15142335

Tu Delft

A Tu Delft localiza-se na Holanda. Fundada em 1842, é a mais velha universidade técnica pública do país. Com oito faculdades e numerosos institutos de pesquisa, ela abriga mais de 15 mil estudantes, e está entre as melhores universidades do mundo no campo da tecnologia.

http://www.youtube.com/watch?v=e5ycPQ2Iy68&feature=player_embedded

Cosmococas



Cosmococas é o conjunto de cinco instalações interativas (Trashiscapes, Onobject, Maileryn, Nocagions e Hendrix-War) desenvolvidas por Hélio Oiticica e Neville d’Almeida, que propõe a arte como experiência a ser vivenciada e não como objeto a ser exposto e contemplado. Em Inhotim, ganhou um pavilhão próprio cujo projeto (esmiuçado neste link) foi desenvolvido pelo escritório "Arquitetos Associados".

Cada instalação apresenta objetos próprios disponíveis à interação do público. Em Onobject, por exemplo, o chão é feito de uma espécie de espuma e há objetos geométricos soltos no espaço, com os quais as pessoas podem brincar. Entretanto, é comum a todas as instalações as projeções de videos nas paredes, com fotos de álbuns famosos de artistas conceituados, porém contornados com uma substância que lembra cocaína, e a música de fundo, geralmente associada ao artista que inspirou o video que está sendo exibido no momento. A união do espaço com os videos, músicas e objetos cria uma espécie de playground, no qual os visitantes podem pôr de lado, por alguns instantes, as convenções sociais que os escravizam no dia a dia e voltarem a ser crianças (no caso dos adultos, já que a obra é abertada a todas as idades).



Outro aspecto que permeia toda a obra é a ironia que essa união suscita. Em Trashiscapes, o descanso induzido pelos objetos (uma lixa de unha e um colchão razoavelmente confortável) é logo quebrado pela agitada música de Gonzaguinha. Em Hendrix-War, o indíviduo pode se balançar em redes tipicamente brasileiras enquanto ouve um estilo musical que nasceu e se desenvolveu no Hemisfério Norte. Essa mistura de elementos populares brasileiros com elementos populares estrangeiros pode indicar também uma influência (ou até mesmo uma homenagem) do movimento Antropofágico da vertente brasileira do movimento Modernista.





Em Inhotim, especificamente, destaca-se como aspecto positivo a arquitetura do pavilhão e como aspecto negativo a insistência dos monitores em quebrar o clima de anarquia proposto pela obra com a sua vigilância constante, incômoda e, convenhamos, desnecessária.

Panorama (Grupo)

http://marianamares.blogspot.com/2010/11/panorama-do-grupo.html

Panorama (Individual)